10/17/2006
Como todos sabem antes de tudo sou anti-Alckimista
recebi esse email:
A OBSESSÃO AUTORITÁRIA DE ALCKMIN
Altamiro Borges *
Na sua propaganda eleitoral de rádio e televisão, o presidenciável Geraldo Alckmin tem se esforçado para negar a imagem do político de direita, autoritário e centralizador. Na biografia fabricada pelos alquimistas do marketing, garante que ingressou na política na luta contra a ditadura.No maior cinismo, afirma: "Eu sou de centro-esquerda, um social-democrata". Mas um rápido levantamento confirma que sua formação é realmente conservadora, com sinistras ligações com a seita
fascista Opus Dei, e que a sua atuação como governador de São Paulo foi marcada pela criminalização dos movimentos populares, pela montagem de uma equipe excludente de tecnocratas, a "turma de Pinda", e pelo total desrespeito ao Poder Legislativo.
Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, desde a infância ele conviveu em sua própria casa com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, um dos centros da direita fascista.Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, respondeu: "Mas meu pai é da UDN", talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura.
BAJULADOR DA DITADURA MILITAR
Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito - 1.147 votos (cerca de 10% do total). Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB nesta época, outros fatores interferiram nesta sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, acabara de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. "Ele transferiu prestígio para o sobrinho". A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. "Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]', diz Andrade".
Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterra uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici, "que tem se mostrado sensível aos problemas sociais, trabalhistas e previdenciários do que trabalham para a grandeza do Brasil". Como constata o jornalista, Alckmin sempre se manteve "afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar... Ao contrário das personalidades que viriam a ter fundamental papel em sua trajetória política, relacionava-se bem com o regime. O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não-enfrentamento da ditadura militar, fato corroborado pelos relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram".
HOMENAGEM à OPUS DEI
Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe
de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou muitas suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua de Pinda com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista. Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta.
Em 1994, Mario Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua ação pragmática e de "rolo compressor", coube-lhe a função de presidente do Conselho de Desestatização do Estado. As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade - gerando várias suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro
lugar. Com a morte de Mário Covas, em março de 2001, assumiu o governo e passou a mudar toda a sua equipe, gerando descontentamento até mesmo em setores do PSDB. Em 2002, Alckmin foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.
A TURMA DE PINDA
Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no
governo estadual foi a nomeação do delegado Aparecido Laerte Calandra- também conhecido pela alcunha de "capitão Ubirajara", que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura -para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade - a chamada "turma de Pinda". Atuando de maneira impetuosa e inescrupulosa, ele passou a preparar o terreno para impor sua candidatura à presidência da República no interior do partido.
Num artigo intitulado "Como a turma de Pinda derrotou os cardeais tucanos", o dirigente petista Joaquim Soriano descreve a postura excludente do ex-governador. "Alckmin nasceu em Pindamonhangaba, lá foi vereador e prefeito. Foi deputado estadual e federal. Foi vice deCovas, do qual se diz herdeiro. Herdou o governo e logo tratou de colocar a turma de Covas para fora. Ocupou os lugares com seus fiéis. Na turma do Alckmin não tem intelectuais nem economistas famosos, como é do gosto dos tucanos". Sua equipe é formada por pessoas sem tradição na história política nacional; é composta por tecnocratas subservientes. Esta conduta centralizadora é que explicaria, inclusive, a resistência de áreas do PSDB a sua candidatura.
GOVERNADOR TRUCULENTO
Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Sempre fez questão de posar como inflexível, como um governante avesso ao diálogo. Ele se gabava das suas ações "enérgicas" de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas.Não é para menos que declarou entusiástico apoio à prisão de José Rainha, Diolinda e outros líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação dos assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista e em outras ocupações de terras urbanas ociosas; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no estado.
Durante seu reinado, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco
caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões. "O governo estadual mantém a mesma política de arrocho salarial de FHC, com o agravante de reprimir, não só com a força policial, mas com diversos mecanismos arbitrários, o legítimo direito de greve dos servidores", protestou o ex-presidente da CUT, Luis Marinho, atual ministro do Trabalho.
A LINGUAGEM DA VIOLÊNCIA
Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Ele sabotou a implantação de fóruns de participação da sociedade, como o Conselho das Cidades, criados pelo governo Lula. O movimento de moradia promoveu vários atos criticando o desrespeito à Lei nº. 9.142, que prevê a aplicação de 10% do ICMS em casas populares, e exigindo a criação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Habitacional. "Há mais de dois anos que o governador dá as costas para o movimento social e o movimento sem-teto de São Paulo", criticou Benedito Barbosa, líder da CMP, durante um protesto em agosto de 2004. Veruska Franklin, presidente da Facesp, também condenou "o autoritarismo e a truculência de Geraldo Alckmin".
Avesso ao diálogo e à democracia, a única linguagem entendida pelo ex-governador é o da repressão dura e crua. Isto explica sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que tornou o estado num grande presídio. Semanalmente, 743 pessoas são depositadas em penitenciárias superlotadas de São Paulo - já são 124 mil detentos para 95 mil vagas. Segundo relatório da Febem, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários e, hoje, 6.500 menores vivem em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos últimos quatro anos, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin uma condenação formal da Corte Internacional da OEA. Dados da Unicef revelam que o Estado concentra as piores taxas de homicídios de jovens do país: 16,3 mil por ano ou 107 por dia.
A submissão dos poderes Contando com forte blindagem da mídia, que reforçou a caricatura do governador como um "picolé de chuchu", insosso e anódino, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, que hoje está infestado de tucanos enrustidos, e garantir uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, o atual "paladino da ética" abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa de São Paulo - destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração. Este abuso autoritário só recentemente foi superado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o tal dispositivo fere o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição e liberou a instalação das CPIs. Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete "O retrocesso de São Paulo no governo tucano", Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. "Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade... Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo". Esta conduta abertamente antidemocrática, que não nega sua formação política, é que "conquistou o respeito dos maiores industriais, banqueiros e latifundiários de São Paulo" e que o projetou para a disputa da presidência da República, derrotando inclusive alguns tucanos históricos.
* Jornalista, editor da revista Debate Sindical
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3:40 PM
A lei 11.343 que alterou a disciplina da penalização do "usuário" de droga tem a seguinte redeção:
"Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
§ 1o Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.
§ 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente".
Trocando em miúdos:
1) usar? pode
2) Plantar? Desde que em pequena quantidade, também pode
3) nos dois casos, o usuário embora não vá preso estará sujeito as medidas do art. 28
3) Não há uma quantidade pré-estabelecida, e o juiz deverá avaliar as circunstâncias em todas as peculiaridades.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11343.htm
link para a lei 11.343
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2:06 PM
10/9/2006
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CHICO BUARQUE: LUCIDEZ E COERÊNCIA
Para reflexão
pinçando trechos das suas entrevistas na revista Carta Capital e no jornal
Folha de S.Paulo:
Sobre a crise política:
É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).
Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer 'espera aí'. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante -aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro? É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover...
Preconceito de classe.
O preconceito de classe contra o Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: 'Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?'. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! -até assassino eu já ouvi.Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente.Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. Agora sai já daí, vagabundo!'. É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. Agora volta pra senzala!'. Eu não gostaria que fosse assim.
Eu voto no Lula!
A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga:'Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas'. Acho tudo isso muito grave.Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender.Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: 'Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos'. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.
Sobre o PSOL.
Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.
Papel da mídia.
Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.
Chico Buarque de Holanda
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11:04 PM
a internet pode tudo>
emails de ongs inexistentes, como amigos de plutão, até frei beto recomendando o voto em Geraldo Alckmin...estratégia de campanha?
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4:51 PM
saudades liroviskianas
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4:47 PM
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2:38 PM
pnikpin
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2:37 PM
uh9uo
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA |
2:36 PM
caso Geraldo Alckmin ganhe a eleição (bate três vezes na madeira) espero que ele realmente venda o avião comprado pelo governo Lula, e volte para o sucatão. tomara que o avião caia e só então todos vão perceber que o avião não petence a um presidente e sim a um país, a um governo. ah não! mais se ele cair quem assume é o josé jorge! fudeu. Geraldo Alckmin cala boca ou você com essa sua campanha de sr. ética e cumpridor de promessasvai ter que voar de sucatão...
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2:31 PM
saudades
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2:25 PM
10/8/2006
saudades do rio
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA |
6:51 PM
saudades de sao paulo
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6:51 PM
segue o release do espetáculo de hoje Bloody mess, que eu e claudinho estamos indo ver no carlos gomes. pelo o que esta escrito não tem meio termo. vamos preparados
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6:51 PM
BLOODY MESS¿Äù / ¿ÄúBagun?ßa Total¿Äù - Performance teatral
Uma chefe de torcida delinq?ºente dan?ßa e grita. Uma luz pulsa, apontada para o ch?£o. Dois palha?ßos j?° maquiados come?ßam uma briga que amea?ßa tomar o palco. Uma mulher chora, p?°ra, muda de roupa e recome?ßa. Os acordes iniciais de Deep Purple, talvez Black Sabbath, aparecem somente para serem substitu?!=dos pelas Su?!=tes de Bach para cello. A hist?>=ria do big bang come?ßa a ser contada, mas ?© rapidamente interrompida. Um som, uma entrevista, um sedutor mon?>=logo. Uma mulher vestida numa fantasia de gorila joga pipoca em tudo o que se move como um fantoche refugiado e demente. Dois homens bem vestidos dan?ßam. Sil?¿ncio.
¿ÄúBloody Mess¿Äù, da companhia Forced Entertainment, desfia descri?ß?£o e categoriza?ß?£o. Marco dos 20 anos de trabalho do grupo em teatro, o espet?°culo ?© um ?©pico onde dez performers criam uma nova l?>=gica a partir do encontro de hist?>=rias, a?ß?µes e personagens desconexos. O desafio que cada ator faz ?¿ plat?©ia ¿Äì perguntando como gostariam de ser vistos do palco ¿Äì gera conflitos inevit?°veis: rivalidades, contradi?ß?µes e incompatibilidades. Mas, ?¿ medida que o desastre se instala e o show se transforma em caos, ¿ÄúBloody Mess¿Äù se torna uma sucess?£o de elementos que formam um miolo inteligente, bem-humorado e inesperadamente cr?!=tico.
Nesta pe?ßa, segundo os cr?!=ticos, a companhia se mostra em sua melhor forma, com um espet?°culo visual descompromissado politicamente e ares de pop art, que tenta descrever o mundo contempor?¢neo em toda sua beleza, horror e complexidade. ¿ÄúBloody Mess¿Äù ?© vista pela pr?>=pria companhia como uma esp?©cie de manifesto para o futuro. E a confus?£o que ela faz agora ?© grande e intensa.
*¿ÄúBloody Mess¿Äù ?© co-produzido pelo Festival Theaterformen (Hannover), KunstenFestivaldesArts (Bruxelas), Rotterdamse Schouwurg (Roterdam), Les Spectacles Vivants ¿Äì Centre Pompidou (Paris) e Wiener Festwochen (Viena) e apoiado por LIFT (The London International Festival of Theatre) e Nuffield Theatre Lancaster. Perfomances em processo foram co-produzidas pelo SpielArt Festival (Munique).
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6:49 PM
perdi o festival do rio (e tenho minhas duvidas se queria aquela loucura de 40000 mil filmes em duas semanas) mas agora tem o riocena que estou bem querendo e indo.
ontem foi a estreia do SOPRO com Luis Carlos Simioni do Lume e direçao do Tadashi Endo. nao sei se o simi tem a noçao de que ele desperta a vontade de ir alem do limite em quem o ve. o resultado visual e lindo, plastico. o tempo caindo. o figurino que voa, tambem no limite. ele pode rasgar, pode molhar, mas e tao bonito. o ator imovel e totalmente presente, pleno, a todo tempo, em cada micro movimento. nao e um espetaculo para todo gosto. e um trabalho de ator que todos dveriam ver. e o simioni vai alem do limite.o seu interesse, a sua pesquisa parace nao ter fim, isso alimenta tanto.
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA |
6:46 PM
10/6/2006
algo inexplicavel nas relaçoes e em pessoas da minha profissao. tenho a mania de nao deixar de gostar de um amigo. entro em contato diario durante alguns meses com uma equipe de 100 pessoas desconhecidas, que durante esse tempo testemunham e dividem comigo a minha vida, quem sabe mais do que com os meus amigos. sao as primeiras pessoas que olho de manha, gente rara que me ve acordar muito cedo. que me com fome, impaciente, feliz, desesperada. e nessas 100 tem umas 2 que voce fica conhecendo mais e fica querendo bem e rindo durante o ocio pre set e conversando sobre o mundo a decoraçao da casa, os filhos, as eleiçoes, o namorado, a peça que viu e depois ate saimos juntas para um jantar.
tempo de algum tempo que o trabalho termina quando encontro alguem de quem fiquei muito proxima durante um periodo curto e intenso, reajo rindo da mesma forma. so que na maioria das vezes essa pessoa nao ri igual. essa pessoa nem existe mais porque ri amarelo e eu fico com a sensaçao de nao ter conhecido ela de verdade porque meus amigos nao costumam rir amarelo. alguns, muitos, sao ate antipaticos. mas riso amarelo confere uma feiura ao rosto, que nenhum sorriso banguela ou desforme chega a ter. e uma mesmice profunda, medrosa, falsa. cheia de intençoes aparentes e pouco intensionado. e um ola, estou sorrindo, assim lembro de voce. mas agora agora nao faz sentido. acho que e por isso que tenho pouquissimmos amigos herdados de novelas. cito tres no maximo. o exagero de agora se deve ao fato de encontrado agora na freguesia da gavea um amarelo que ha 5anos atras foi um amigo que eu adorava. tudo bem 5 anos e muito. aculpa e minha que nao ve o tempo passar.
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA |
9:15 PM
errata: existem triloes de pessoas que encontro nos corredores agora que me continuam queridas lindas e fofas. do jeitinho que era, ate melhor.
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA |
9:00 PM
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